O inglês foi o primeiro idioma que aprendi. Após
concluir o Ensino Médio, surgiu em mim um
desejo intenso de aprender uma nova língua, e o
inglês foi minha escolha natural, por estar tão
presente no meu dia a dia.
No entanto, aprender um novo idioma sozinho
foi um desafio imenso. Quando comecei, eu não
tinha acesso a um bom celular ou à internet de
forma constante. Mesmo assim, não desisti.
Todos os dias, com disciplina e determinação,
dedicava-me ao aprendizado.
Inicialmente, estudei palavras soltas, frases e
regras gramaticais. Porém, logo percebi que esse
método não era suficiente para me fazer
progredir de verdade. Foi aí que decidi mudar
minha abordagem. Passei a incluir diálogos reais
nos meus estudos, o que transformou minha
forma de aprender e acelerou meu domínio do
idioma.
Percebi que estudar diálogos era uma das formas
mais eficazes de aprendizado.
Era muito mais rico do que simplesmente estudar
palavras soltas e frases, mas sem a complexidade
e o cansaço de estudar textos ou músicas
extensas. Porém, havia um grande desafio: eu
não conseguia fixar todas as novas palavras que
cada diálogo trazia. Eram cerca de 10 palavras
por dia, o que significava mais de 70 novas
palavras por semana. Era muita informação para
um curto período, já que eu estudava um diálogo
diariamente.
Além disso, as frases e expressões novas também
se tornaram um obstáculo. Muitas vezes,
encontrava frases que já havia estudado
anteriormente, mas não conseguia entendê-las
com clareza. Foi então que decidi buscar
alternativas para resolver esse problema, e foi
nesse momento que descobri e adaptei Técnicas
de Memorização ao aprendizado de idiomas.
Diferente do que muitos pensam, memorizar não
é decorar. Memorizar é transformar informações
de curto prazo em memórias de médio ou longo
prazo. Quando comecei a aplicar essas técnicas
aos meus estudos, o progresso foi
surpreendente. Passei a lembrar cerca de 95%
das palavras que estudava em diálogos
anteriores, o que resultou em maior fluidez ao
falar. As famosas pausas que tantos enfrentam
ao falar um novo idioma praticamente
desapareceram, pois eu já havia memorizado a
estrutura das frases mais usadas.
Com muito esforço e dedicação, alcancei o nível
avançado em Inglês e, com o tempo, usei a
mesma metodologia para aprender novos
idiomas. Os diálogos aliados às Técnicas de
Memorização me permitiram avançar no
Espanhol, no Francês e, mais recentemente,
atingir o nível intermediário em Italiano.